A empresa norte-americana General Dynamics investiu mais de 2,5 milhões de euros na Fabrequipa, sediada no Barreiro, com o objetivo de dotar a empresa portuguesa de meios que lhe permitam produzir integralmente o blindado Pandur.

«Este investimento vem modernizar a empresa e dotar a Fabrequipa de bens de capital que permitem a produção do veículo blindado Pandur II 8x8. No fundo, são seis novas máquinas, que já estão na empresa, que permitem que o veículo seja aqui produzido de A a Z, ou seja, do início ao fim», disse à agência Lusa Francisco Pita, sócio-gerente da Fabrequipa.

A General Dynamics e a Fabrequipa assinaram também acordos e licenças que vão permitir à empresa portuguesa a venda direta deste veículo para um conjunto de países de África e da Ásia, apostando na exportação.

«Somos a única fábrica no mundo com capacidade para produzir na íntegra o Pandur, depois do desinvestimento que se registou na Áustria. Estamos a trabalhar em conjunto com a General Dynamics para conseguir acordos para exportar o Pandur para mercados estrangeiros e começar a produzir», explicou.

Francisca Pita recordou que existe um litígio com o governo português que está em tribunal, relacionado com a denúncia do contrato dos blindados Pandur, e explicou que este investimento permite manter a fábrica no Barreiro.

«Existe um litígio com o governo português, num processo feio que está no tribunal arbitral. As Forças Armadas portuguesas não estão bem servidas, mas este investimento permite manter a fábrica depois do fim do contrato com o governo», salientou.

A empresa com sede no Barreiro tem os seus cerca de 200 trabalhadores em casa há mais de ano e meio, mas Francisco Pita espera que a situação se resolva em breve.

«As máquinas já aqui estão instaladas e estamos num diálogo constante para tentar fechar negócios e fazer voltar os 200 trabalhadores que estão em casa há mais de ano e meio. Se tudo correr bem podemos até vir a criar mais cerca de 100 novos postos de trabalho», concluiu.