A EDP tem conquistado cada vez mais clientes no mercado liberalizado de gás natural, mas é a Galp que continua a ser líder, ao abastecer quase dois terços do consumo, com novos fornecedores a ganharem terreno, segundo a ERSE.

No primeiro trimestre, a EDP reforçou a liderança em número de clientes, com 46% de quota em março, mas perdeu terreno nos consumos, abastecendo 10,6% do total, o que coloca a elétrica liderada por António Mexia em terceiro lugar (depois da Galp e da Gás Natural Fenosa) em consumo abastecido.

Já a Galp continuou a ser líder ao abastecer 65% do consumo de gás natural em regime liberalizado, apesar de uma quebra de 5,5 pontos percentuais, e continuou a reduzir a sua quota em número de clientes (com 27%), segundo o relatório trimestral da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

A Goldenergy foi a empresa que apresentou um acréscimo mais significativo em termos de número de clientes, passando a deter quase 27% da carteira total, aproximando-se da Galp (27,2%). Ainda assim, a empresa reduziu a sua quota em 0,3 pontos percentuais no primeiro trimestre.

Em termos de consumos, a Gas Natural Fenosa foi a empresa que mais cresceu, com 17% em março de 2014, que compara com 10% no período homólogo, tendo a segunda maior quota de mercado.

Segundo o relatório trimestral, o número de clientes em atividade no mercado liberalizado ascendia a mais de 612 mil, o que representa cerca de 45% do universo total de clientes de gás natural (1,36 milhões de clientes), e mais de 90% do consumo global.

Em março, o número de clientes no mercado liberalizado mais do que duplicou face a igual mês do ano anterior, sendo cerca de 16% superior ao registado em dezembro de 2013.

A ERSE destaca que «todos os fornecimentos a grandes clientes são realizados por comercializadores em regime livre desde março de 2013». Por isso, «a margem de crescimento do mercado livre encontra-se resumida ao conjunto de clientes de menores consumos individuais no segmento industrial e aos consumos do segmento de clientes domésticos que ainda se encontram, na sua maioria, nos comercializadores de último recurso».