Os três leilões de plataformas elevatórias, empilhadores e meios de escavação e carga avaliados em 180 mil euros, previstos para hoje, fecharam sem nenhum encaixe financeiro para os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Dois dos procedimentos foram cancelados por falta de propostas e, o terceiro, não se realizou uma vez que a única proposta apresentada ficou abaixo do preço base.

O valor proposto por uma empresa do sul do país para três dos 11 empilhares à venda rondava os 5.250 euros, por unidade.

O preço base dos equipamentos, todos de 2,5 toneladas está fixado nos 9.520 euros.

Em causa estão três leilões que se deveriam ter realizado na empresa, no âmbito do encerramento dos estaleiros e da subconcessão dos terrenos e infraestruturas ao grupo privado Martifer, assumida a 02 de maio.

Estes leilões tinham preços base definidos, que podem agora ser revistos pela administração num eventual novo procedimento.

A concretizar-se a venda, pelo menos ao preço base definido pela administração dos ENVC, só o total deste material poderia ter representado um encaixe financeiro de cerca de 184.948 euros.

Estão ainda agendados para a próxima semana cinco leilões de diverso material, de mecânica e eletricidade, entre outros, que deverão render mais de 387 mil euros.

A administração dos ENVC está ainda a proceder à venda de vário material móvel da empresa que ficou fora do concurso da subconcessão. Esse procedimento está a ser assegurado por cerca de 40 trabalhadores dos ENVC, ainda em processo de liquidação.

A West Sea assumiu a subconcessão dos ENVC a 02 de maio. A empresa criada pela Martifer para gerir a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), recebeu esta semana o primeiro navio para reparação, anunciou à Lusa fonte do grupo português.

A mesma fonte assinalou «a entrada, na terça-feira, nos estaleiros da West Sea de um navio de grandes dimensões, para reparação».

«É a primeira embarcação a ser reparada na empresa», acrescentou, escusando-se a fazer mais declarações.

Na altura, em declarações à Lusa, a mesma fonte tinha anunciado que a empresa subconcessionária estava a «negociar vários contratos de reparação e construção naval» e estimava iniciar «funções» com cerca de 50 trabalhadores, recrutados entre os antigos funcionários dos ENVC.

Já em março passado, em declarações à Lusa, o presidente da West Sea, Carlos Martins, afirmou que o recrutamento, tendo em conta o «compromisso» de a empresa criar 400 postos de trabalho em Viana do Castelo, «vai acontecendo ao longo do tempo», dependendo das encomendas.

O mesmo responsável adiantou, na altura, que a prioridade de recrutamento imediata pela West Sea prende-se com a área da reparação naval, que previa poder avançar em maio.

Segundo a West Sea, além da construção e da reparação naval, o projeto para os estaleiros de Viana, que estão em processo de liquidação, está «muito voltado» para o mercado da prospeção de gás offshore.