As exportações de calçado vão atingir em 2014 um novo máximo histórico, ultrapassando os 1.850 milhões de euros e reforçando o estatuto do setor enquanto principal contribuinte para a balança comercial portuguesa, anunciou esta segunda-feira a associação setorial.

Em comunicado, citado pela Lusa, a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), destaca que, de janeiro a outubro, o setor de calçado exportou mais 70 milhões de pares de calçado, no valor de 1.655 milhões de euros, o que representa um aumento de 8,8% face ao período homólogo.

Segundo destaca, «trata-se do quinto ano consecutivo de crescimento do setor de calçado nos mercados externos, para onde se dirige 95% da sua produção», sendo que, desde 2010, as exportações do setor já aumentaram mais de 45%.

Os dados da APICCAPS apontam para um crescimento das vendas «em praticamente todos» os 150 mercados dos cinco continentes para onde a indústria portuguesa exporta.

Se, na União Europeia, a estratégia tem sido de consolidação, com um crescimento superior a 8%, é fora do espaço comunitário onde o calçado português «mais se vai afirmando», com destaque para os EUA (mais 65% para 33 milhões de euros), Canadá (mais 29,4% para 22 milhões de euros), Angola (mais 2,5% para 19 milhões de euros), Austrália (mais 26,8% para 7 milhões de euros) e China (mais 46,6% para 5 milhões de euros).

Neste contexto, a APICCAPS destaca que em 2014 o setor do calçado deverá voltar a assumir-se como «o produto que mais positivamente contribui para a balança comercial portuguesa», atingindo o seu contributo líquido até outubro mais de 1.120 milhões de euros.

A associação recorda ainda o efeito positivo dos investimentos em curso no interior do país no aumento dos postos de trabalho, já que, com a criação de novas unidades fabris em Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Paredes de Coura ou Pinhel, o setor deverá fechar o ano com mais de 35.000 colaboradores nas suas 1.350 empresas de cariz industrial.