As exportações de bens para a China caíram 15% no ano passado, face a 2012, para 659 milhões de euros, e as importações diminuíram 0,5% para 1,3 mil milhões de euros, de acordo com dados do INE.

O saldo da balança comercial foi negativo para Portugal em 708 milhões de euros.

No ano passado, Pequim era o 12.º cliente de Portugal e o seu nono fornecedor, enquanto Lisboa era o 75.º cliente da China e o 76.º fornecedor daquele país asiático.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, efetua uma visita de Estado à China entre 12 a 18 de maio, a convite do presidente Xi Jinping.

Em termos dos serviços, registou-se um aumento das exportações de 62% para 64,1 milhões de euros no ano passado, uma tendência também seguida pelas importações, que cresceram 23% para 49 milhões de euros, o que representou um saldo da balança comercial positivo para Portugal em 14,8 milhões de euros.

Nos dois primeiros meses de 2014, as exportações de serviços para a China mais de quadruplicaram (407%) para 17 milhões de euros e as importações avançaram 44% para 8,6 milhões de euros.

Entre janeiro e fevereiro, as vendas de bens portugueses a Pequim subiram 40,5% para 118 milhões de euros e as importações aumentaram 9,6% para 261 milhões de euros.

Em 2012, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), havia 1.035 empresas portuguesas que vendiam para a China, mais 124 do que um ano antes.

Entre o grupo dos produtos mais vendidos a Pequim estão os veículos e outro material de transporte (peso de 41,7% nas exportações em 2013), seguida dos minerais e minérios (14,3%), pastas celulósicas e papel (9,4%), máquinas e aparelhos (7,5%) e materiais têxteis (4,7%).

No ano passado, as exportações dos veículos e outros materiais de transporte caíram 33,4%, para 274,8 milhões de euros, seguida das vendas dos minerais e minérios, que recuaram 24,4% para 94,4 milhões de euros.

As exportações de celulose e papel cresceram 50,8% (para 62 milhões de euros), as das máquinas e aparelhos ficaram quase estáveis (-0,9% para 49,4 milhões) e as dos têxteis cresceram (8,8% para 31,1 milhões).

Em relação ao grupo de produtos mais importados, as máquinas e aparelhos lideram, com um peso de 31,1%, seguido dos metais comuns (8,8%), vestuário (7,9%), químicos (7,2%) e matérias têxteis (7,1%).

As compras de máquinas e aparelhos aumentaram 11,6% no ano passado (83,8 milhões de euros), os metais comuns caíram 38,8% (22,9 milhões), as do vestuário subiram 54,1% (20,5 milhões), os dos químicos recuaram 0,4% (18,7 milhões) e as de matérias têxteis diminuíram 6,7% (18,4 milhões).

Nos serviços, a china é o 26.º cliente de Portugal e o 20.º fornecedor.

Cavaco Silva chega inicia segunda-feira uma viagem à China, que começa em Xangai e inclui Pequim e Macau na visita oficial.