O secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, defendeu esta terça-feira que a dispersão em bolsa do capital dos CTT «é um exemplo que deve inspirar muitos outros grupos empresariais».

O governante, que falava durante uma cerimónia na Euronext Lisboa para assinalar a conclusão da privatização dos CTT, sublinhou que a dispersão em bolsa dos 31,5% dos CTT que estavam ainda estavam em mãos públicas demonstra «que continua a haver investimento com interesse em estabelecer-se em Portugal».

Sérgio Monteiro sustentou ainda que «deve ser a qualidade da gestão que determina se uma equipa deve continuar à frente de uma empresa», escreve a Lusa.

Com esta operação, o Estado saiu completamente do mercado das comunicações, acrescentou ainda o secretário de Estado, salientando que esta é mais uma promessa que deixa cumprida.

Por seu turno, o secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, referiu que a «procura elevada» que se verificou na venda de ações dos CTT confirma «a recuperação da confiança no país».

«O programa de privatizações contribuiu de forma significativa para a recuperação da confiança externa», disse, lembrando que o encaixe do programa ascende neste momento a cerca de 9,2 mil milhões de euros.

Manuel Rodrigues indicou ainda que desde a oferta pública inicial dos CTT, há nove meses, o seguro de risco de crédito a cinco anos se reduziu 58% e o custo de financiamento da República diminuiu 67%.

A Parpública anunciou na passada sexta-feira ter concluído a venda dos 31,5% que o Estado ainda detinha nos CTT, ao preço de 7,25 euros por ação, encaixando 343 milhões de euros com a operação. A liquidação da oferta está prevista para quarta-feira.

Em dezembro de 2013, o Estado vendeu 70% do capital social da empresa a 5,52 euros por ação, uma operação que permitiu um encaixe de 579 milhões de euros.