As três empresas na corrida à compra do «Atlântida», navio que o Governo dos Açores encomendou aos estaleiros de Viana e depois rejeitou, foram hoje convidadas a melhorar as ofertas, anunciou à Lusa fonte da administração da empresa pública.

«O prazo para melhorarem as propostas apresentadas ao concurso público internacional para a venda do navio termina no dia 11 de junho», adiantou a fonte da administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Questionada pela Lusa a mesma fonte referiu que esta segunda-feira terminou o prazo de cinco dias úteis de que disponham para contestar, por escrito, a decisão do júri de admitir as três propostas, «sem que nenhuma o tivesse feito».

As três empresas que se apresentaram ao concurso público internacional lançado a 11 de março pela administração dos ENVC, foram todas admitidas, no passado dia 20 pelo júri, presidido por um elemento da Inspeção-Geral de Finanças.

De acordo com o caderno de encargos, que tem como único critério a melhor proposta financeira, na fase que hoje começou, o júri convidou os três concorrentes, no prazo de 10 dias úteis, a melhorem as ofertas iniciais.

Ao concurso, que terminou no passado dia 23 de abril, concorreram três empresas. A Mystic Cruises, do grupo Douro Azul (cruzeiros turísticos), o consórcio M. D. Roelofs Beheer BV e Chevalier Floatels BV (empresas holandesas representadas por um grupo espanhol) e os gregos da Thesarco Shipping.

A melhor proposta apresentada, que é dos gregos, ronda os 13 milhões de euros. Já a proposta da Douro Azul ronda os oito milhões e a dos holandeses quatro milhões.

A partir de 11 de junho, o júri, que integra ainda um elemento da Direção-Geral do Tesouro e Finanças e outro da Direção-Geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa (MDN) escolherá o vencedor e comunicará a decisão à administração dos ENVC, a quem cabe a última palavra.

O navio foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), por encomenda do Governo dos Açores, que depois o rejeitaria em 2009 devido a um nó de diferença na velocidade máxima contratada.

Concluído desde maio desse ano, o «Atlântida» está avaliado em 29 milhões de euros no relatório e contas dos ENVC de 2012, quando deveria ter rendido quase 50 milhões de euros.

Os ENVC estão em processo de liquidação, tendo os terrenos e infraestruturas sido subconcessionadas ao grupo privado Martifer, que criou para o efeito a West Sea. A nova empresa tomou posse no passado dia 02 de maio.