O Estado fechou a venda da seguradora Real Vida, que pertencia ao BPN, à empresa Patris Investimentos por 27 milhões de euros, revelou a Parparticipadas, empresa pública, em comunicado.

«A Parparticipadas (sociedade diretamente detida pelo Estado através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças) informa que foi hoje concretizada (...) a venda da totalidade do capital social da sociedade Real Vida Seguros à Patris Investimentos», refere.

O negócio já tinha sido anunciado pelo Ministério das Finanças no final de maio, quando foi assinado o contrato de compra e venda de ações, tendo sido então divulgado o valor do mesmo (27 milhões de euros). Também foi detalhado na altura que a entidade compradora se comprometeu à «manutenção de todos os postos de trabalho» da seguradora liderada por Gonçalo Pereira Coutinho.

«Com esta transação, dá-se continuidade ao processo de venda das participações sociais que foram transferidas do Banco Português de Negócios, S.A. para o Estado em fevereiro de 2012», acrescenta a Parparticipadas.

O BPN foi nacionalizado em 2008, no auge da crise financeira que se seguiu à falência do norte-americano Lehman Brothers e foram criados três veículos estatais para a gestão dos ativos tóxicos do banco fundado por Oliveira Costa.

Em março de 2012, o Banco BIC Português adquiriu ao Estado o BPN por 40 milhões de euros. Na quinta-feira, a Parparticipadas, anunciou que chegou a acordo com o Banco BIC (Angola) para a venda do BPN Brasil por 12,3 milhões de euros. Até agora, além do BPN, o Estado vendeu a seguradora Real Vida e o BPN Gestão de Ativos. Ambas as entidades foram vendidas à empresa Patris Investimentos, a Real Vida por 27 milhões de euros e a BPN Gestão de Ativos por 3,2 milhões de euros. Também o BPN Ifi (Cabo Verde) e o BPN Brasil foram alienados, em ambos os casos, ao BIC Angola, por 30 milhões de euros e por 12,3 milhões de euros, respetivamente.