EDP, REN, ANA - Aeroportos de Portugal, CTT - Correios de Portugal, Galp e os negócios segurador e de saúde da Caixa Geral de Depósitos. Esta é a lista das privatizações já concretizadas esta legislatura, que fez render aos cofres do Estado 9,2 mil milhões de euros.

O número consta da proposta de anteprojeto das Grandes Opções do Plano - mais conhecida pela sigla GOP - que já foi enviada aos parceiros sociais, e à qual a Lusa teve acesso. Este documento do Governo salienta que o valor até agora arrecadado «ultrapassou o objetivo fixado no Memorando de Entendimento». E, já se sabe, há a intenção de vender outras empresas sob tutela estatal, como é o caso da TAP, cuja privatização será relançada «assim que o Governo entenda que estejam reunidas as condições adequadas ao sucesso da operação».

A companhia aérea, na qual os alemães estão de olho, não é caso único: também está na calha a venda do capital da EGF, a holding do Grupo Águas de Portugal direcionada para os recursos humanos, sendo que já está em curso e deve ficar concluída em 2015; e falta vender também a CP Carga, mas o Governo optou por pedir mais uma nova avaliação da empresa, que resulta de «um conjunto de investimentos prioritários na infraestrutura ferroviária a realizar no horizonte 2014-2020, que terão efeito na operação da CP Carga», explica o documento.

Entretanto, já tiveram início os trabalhos com vista à transferência dos terminais ferroviários de mercadorias para a REFER, gestora da rede, um processo que deverá estar concluído até ao final do ano.

Na proposta das GOP, o Governo admite ainda no setor ferroviário uma potencial abertura progressiva do capital da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF).

O Governo reitera ainda a intenção de lançar os processos de concessão das operações dos serviços públicos de transportes de Lisboa - Carris e Metropolitano de Lisboa - durante o segundo semestre de 2014, depois de a operação ter sido lançada nos transportes do Porto.

Entre as operações de privatização já finalizadas, o GOP destaca a dos CTT, com uma receita total de 909 milhões de euros, e do negócio segurador do Grupo CGD, que rendeu 1,6 mil milhões de euros. Foi também concluída a última fase de reprivatização da REN através da venda de 11% do capital da empresa detido pela Parpública e CGD.