A taxa de empregabilidade entre os alunos saídos da Faculdade de Economia da Universidade Católica de Lisboa é de 100%, disse à Lusa o diretor da instituição, que explica o sucesso com a ligação permanente ao mercado de trabalho.

«Temos um departamento de carreiras que faz um trabalho estruturado e ativo na preparação da entrada no mercado de trabalho. Desde o princípio que os alunos são incentivados em direção à empregabilidade», explicou Francisco Veloso, diretor da Católica-Lisbon, a Faculdade de Economia da Universidade Católica de Lisboa.

Com cursos de licenciatura nas áreas de economia e gestão, e de mestrado nestas duas áreas e também em finanças, a Católica Lisbon acolhe atualmente 900 alunos de licenciatura e cerca de 450 em mestrado.

O número de vagas nos cursos do ensino superior público para o próximo ano letivo foi reduzido em mais de 800 lugares, com base numa lista de critérios definida pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), entre os quais a empregabilidade dos cursos.

Francisco Veloso sublinhou que os estudantes que terminam os cursos na faculdade que dirige não têm o desemprego como preocupação.

«Apesar da situação difícil do país, temos mantido a capacidade de empregar os alunos num espaço de três meses, e a maioria já tem emprego garantido antes de concluir o curso», adiantou, sublinhando que a faculdade incentiva a ligação ao mercado de trabalho de diversas formas.

Uma das iniciativas da Católica Lisbon passa por chamar os possíveis empregadores à faculdade para analisar os currículos dos alunos, identificando pontos fortes, mas sobretudo as fraquezas, que devem ser melhoradas até ao final do mestrado.

A faculdade promove ainda uma ligação ao mundo empresarial através das relações com os ex-alunos e organizando feiras de emprego, e incentiva os estudantes a fazer vários estágios ao longo do curso.

Apesar de uma tendência crescente para enveredar por uma «via empreendedora, começando um negócio próprio», consultoria, empresas de bens de consumo e banca são as três principais áreas de colocação dos graduados que, na Católica Lisbon, segundo Francisco Veloso, são cada vez mais internacionais.

A partir de setembro vão ser 80 os estudantes estrangeiros na faculdade de Economia da Católica, em cursos de mestrado. Chegam sobretudo de países do norte da Europa, mas as três nacionalidades mais representadas são a francesa, a italiana e a alemã.

«Os estudantes e os pais cada vez menos olham para as escolas de forma generalizada, ou fazem análises com base no prestígio do sistema de ensino do país. Escolhem as escolas reconhecidas pelos rankings», frisou Francisco Veloso, referindo que as acreditações internacionais dos cursos têm trazido à faculdade maior visibilidade.

O diretor da Católica Lisbon disse que a internacionalização da faculdade não se sente apenas no acolhimento, mas também na «exportação» de graduados, «com 30% a 40% de colocações no mercado de trabalho fora de Portugal».

As propinas na faculdade de Economia variam entre os cinco mil euros anuais para licenciaturas e os oito a nove mil euros para os mestrados, com a duração de um ano e meio. O diretor da instituição privada diz que estes valores, acima da propina anual de cerca de mil euros no ensino público, «não devem ser entendidos como um custo, mas como um investimento».