A Estradas de Portugal anunciou ter alcançado acordos com as concessionárias do Baixo Alentejo e do Algarve Litoral que permitem poupanças totais de 1.451 milhões de euros a partir de 2015 e 50 milhões este ano.

Em comunicado, a empresa dirigida por António Ramalho informou que «os acordos celebrados encerram esta segunda fase negocial que, nestes casos, tinha uma urgência especial, dada a interrupção das obras que se verifica desde 2011» e que serão retomadas pelas concessionárias no próximo mês de julho.

Ainda sujeitos a verificação por parte dos sindicatos

bancários envolvidos, do Estado e do Tribunal de Contas, os acordos preveem, segundo a Estradas de Portugal, uma poupança de 944 milhões de euros na subconcessão do Baixo Alentejo e de 507 milhões de euros no caso do Algarve Litoral, referindo-se aos pagamentos a realizar pela empresa «ao longo do período das subconcessões, com início apenas em 2015 e após a conclusão das obras».

Segundo a Estradas de Portugal, fica agora assegurada a conclusão das obras previstas «para a A26/IP8 entre Sines e Relvas Verdes, para a A26-1/ER261-5, entre Sines e Santo André, a construção da A26 entre o IC1 e Santa Margarida do Sado, concluindo a ponte sobre o rio Sado», garantindo também a requalificação do IP2 entre São Mansos e Castro Verde.

O IC33, entre Roncão e Grândola Norte, e o IC1, entre Marateca e Grândola Sul, vão ser «reintegrados na jurisdição da Estradas de Portugal», que vai «equacionar» a requalificação do IC1 através do seu plano de proximidade.

No caso da subconcessão do Algarve Litoral, «o acordo agora celebrado assegura a requalificação da EN125 entre Vila do Bispo e Olhão, bem como a conclusão das Variantes de Faro, Lagos e S. Lourenço/Troto», sendo as restantes estradas também reintegradas na jurisdição da empresa e ficando a requalificação da EN125, entre Olhão e Vila Real de Santo António, de ser equacionada pela companhia à luz do plano de proximidade.

«Em ambas as subconcessões serão executadas as medidas necessárias à salvaguarda da segurança de pessoas e bens e à minimização dos impactos ambientais na área afetada pelas obras que não serão concluídas», refere a Estradas de Portugal.