A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vai tentar esta quinta-feira vender em leilão, por mais de 180 mil euros, meios de elevação e carga, segundo os anúncios dos concursos consultados pela Lusa.

Em causa estão três leilões de plataformas elevatórias, empilhadores e meios de escavação e carga, a realizar na empresa até ao início da tarde, no âmbito do encerramento dos estaleiros públicos e a subconcessão dos terrenos e infraestruturas ao grupo privado Martifer, assumida dia 02 deste mês.

O período para a apresentação de propostas de aquisição para estes três leilões terminou na quarta-feira.

O procedimento, de acordo com os anúncios dos concursos, começa às 10:30, nas instalações da empresa, com a abertura das propostas para a alienação de quatro plataformas elevatórias, seguindo-se o leilão, ao preço base de 45.860 euros e a venda à oferta mais alta.

Às 11:15 realiza-se outro leilão, nos mesmos moldes, de 11 empilhadores, para os quais os estaleiros pedem 116.100 euros.

O último leilão está marcado para as 12:00, e vão à praça cinco meios de escavação e carga, com preço base de 22.950 euros.

A concretizar-se a venda pelo menos ao preço base definido pela administração dos ENVC, só o total deste material pode representar um encaixe financeiro de cerca de 184.948 euros.

Estão ainda agendados para a próxima semana cinco leilões de diverso material, de mecânica e eletricidade, entre outros, que deverão render mais de 387 mil euros.

A administração dos ENVC está ainda a proceder à venda de vário material móvel da empresa que ficou fora do concurso da subconcessão.

A West Sea assumiu a subconcessão dos ENVC a 02 de maio. A empresa criada pela Martifer para gerir a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), recebeu esta semana o primeiro navio para reparação, anunciou à Lusa fonte do grupo português.

A mesma fonte assinalou «a entrada, na terça-feira, nos estaleiros da West Sea de um navio de grandes dimensões, para reparação».

«É a primeira embarcação a ser reparada na empresa», acrescentou, escusando-se a fazer mais declarações.

Na altura, em declarações à Lusa, a mesma fonte tinha anunciado que a empresa subconcessionária estava a «negociar vários contratos de reparação e construção naval» e estimava iniciar «funções» com cerca de 50 trabalhadores, recrutados entre os antigos funcionários dos ENVC.

Já em março passado, em declarações à Lusa, o presidente da West Sea, Carlos Martins, afirmou que o recrutamento, tendo em conta o «compromisso» de a empresa criar 400 postos de trabalho em Viana do Castelo, «vai acontecendo ao longo do tempo», dependendo das encomendas.

O mesmo responsável adiantou, na altura, que a prioridade de recrutamento imediata pela West Sea prende-se com a área da reparação naval, que previa poder avançar em maio.

Segundo a West Sea, além da construção e da reparação naval, o projeto para os estaleiros de Viana, que estão em processo de liquidação, está «muito voltado» para o mercado da prospeção de gás offshore.