A espanhola FCC, no âmbito da corrida à privatização da Empresa Geral de Fomento, propôs-se a investir 416 milhões de euros nas concessões até 2021, praticamente o dobro do que consta no memorando confidencial da privatização, que pedia aos potenciais compradores que se comprometessem a investir pelo menos 200 milhões até 2020, escreve o Jornal de Negócios.

Mas este compromisso da empresa espanhola encerra um risco que pode pesar na avaliação do Governo. Sendo o setor dos resíduos coberto por receitas reguladas, as empresas do universo EGF beneficiam de proveitos permitidos em função dos investimentos feitos na rede de recolha e tratamento de resíduos.

O Ministério do Ambiente pretende ter a privatização da EGF decidida em Conselho de Ministros já este mês, mas esta quinta-feira foi alargado o prazo para contestação do relatório que dava como vencedora a Mota-Engil, através da SUMA.

O relatório final, que deverá incluir as contestações que sejam feitas, deverá estar finalizado entre setembro e outubro.