O Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, voltou a apertar o cerco ao ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, e aos antigos administradores do banco. Os seus depósitos não foram transferidos para o Novo Banco e passam para o «banco mau», a entidade que reúne os ativos tóxicos e que tem agora uma administração responsável pela liquidação, escreve o Diário de Notícias.

Num esclarecimento adicional, o Banco de Portugal explica que não foram transferidos para o Novo Banco os depósitos dos acionistas do BES cuja participação no momento da transferência dos ativos fosse igual ou superior a 2% do capital social, das pessoas ou entidades que nos 2 anos anteriores tenham tido participação igual ou superior a 2% do capital sociais do BES, dos membros dos órgãos de administração ou de fiscalização, revisores oficiais de contas ou sociedades de revisores ou pessoas com estatutos semelhante noutras empresas que se encontrem em relação de domínio ou de grupo com o BES.

Para além dos ex-administradores do grupo, os familiares próximos também não escapam. No «banco mau» ficam os depósitos dos cônjuges, parentes ou afins em 1º grau ou de terceiro que atuem por conta das entidades ou pessoas referidas.