A multinacional francesa Danone vai integrar a sua direção em Portugal na equipa em Espanha, no âmbito da reestruturação que está a aplicar em vários países e que inclui a venda da sua unidade em Castelo Branco.

O portal informativo espanhol «El Confidencial» refere, citando fontes da empresa, na sua edição digital, que o objetivo central é «reduzir custos num mercado no qual o consumo das famílias está em níveis muito baixos».

Com a integração da administração portuguesa em Espanha a Danone prescinde do administrador português, dando mais poder ao diretor geral em Espanha, Jerome Boesch.

Na semana passada a Danone confirmou a venda da sua fábrica em Castelo Branco, que emprega 110 pessoas, garantindo que a unidade manterá a produção e os postos de trabalho.

«A Danone chegou a um acordo para venda da sua atividade industrial em Portugal à Schreiber Foods, com quem tem diversas parcerias», referiu a empresa em comunicado.

A nota adiantava que, com este acordo, «que também engloba unidades em mais dois países - Bulgária e República Checa -, a Danone encontra a oportunidade de preservar a continuidade dos empregos e a atividade industrial nestes países, otimizando os seus recursos industriais, num contexto de crise de longo prazo na Europa, e em alguns mercados locais, que tem levado a uma redução do poder de compra e da procura dos consumidores».

O El Confidencial explica que o objetivo é concentrar a direção empresarial, distribuição e controlo sobre a marca, «na essência tudo o que dá valor acrescentado à empresa».

Trata-se de uma estratégia, explica, que começou na India quando a Schreiber começou a assumir a produção industrial da Nestlé na cidade de Baramati.

Em Espanha a empresa anunciou uma possível redução de pessoal de até 280 pessoas que pode estar concluída no final do próximo ano.

Paralelamente, refere o portal, a Danone está a comprar ações da Danone Espanha, tendo nos últimos dois anos adquirido 18,5% do capital às famílias catalãs Carasso, Portabella, Botton e Fuster por 890 milhões de euros, segundo o «El Confidencial».