O presidente dos CTT, Francisco de Lacerda, afirmou que não está previsto o encerramento de lojas do grupo este ano.

Francisco de Lacerda falava na conferência de imprensa de resultados da atividade da empresa no ano passado, cujo lucro subiu 70,7% face a 2012 para 35,7 milhões de euros, enquanto os proveitos recuaram 1,3% para 704,8 milhões de euros.

«Fechámos o ano 2013 com 623 lojas próprias e mais cerca de 1800 parcerias», apontou, lembrando que estes foram os dados avançados em junho do ano passado e que até agora não houve qualquer alteração.

«Não está previsto» que exista «qualquer adicional de redução de lojas em 2014», afirmou.

Em relação à redução do número de colaboradores, o presidente dos CTT disse que a empresa irá continuar o «caminho em busca da otimização» e de «maior eficiência», explicando que, à medida que os trabalhadores se forem reformando e que os contratos a prazo cheguem ao seu termo, a empresa tem a «hipótese de não substituir os que se reformam e de reduzir» o número de contratos a prazo.

«Essa tendência tencionamos prossegui-la sem objetivo concreto», afirmou.

No ano passado, os CTT - Correios de Portugal registaram uma redução de pessoal de 6% para 12.383, com o número de efetivos a recuar em 4,7% para 11.730, sobretudo devido a reformas voluntárias e ao facto de os contratos a prazo a diminuírem 24%.

Questionado sobre eventuais mudanças nos benefícios de saúde dos trabalhadores e se o Estado já indicou quando quer vender o resto da sua posição na empresa, Francisco de Lacerda disse não haver novidades.

O responsável adiantou que os trabalhadores dos CTT viram os seus salários serem repostos na sua totalidade com a privatização da empresa, que aconteceu a 05 de dezembro.

No ano passado, a empresa registou gastos com pessoal, sem Segurança Social, na ordem dos 260 milhões de euros, pagou em Segurança Social, IRC e IVA 93 milhões de euros e vai pagar aos acionistas 60 milhões de euros, o que corresponde a 40 cêntimos por ação, destacou o presidente executivo.