Os centros de produção e logística dos CTT em Cabo Ruivo, Maia e Taveiro vão estar em greve a 04 e 05 de agosto, mas a empresa estima que o efeito da paralisação «será inexpressivo», enquanto sindicato espera «grande adesão».

Os trabalhadores dos centros de produção e logística dos CTT iniciaram uma greve parcial a 21 de julho, a qual termina hoje, e têm um pré-aviso de greve para a próxima segunda e terça-feira, contra o fim do horário contínuo.

«Os CTT estimam que o efeito desta greve [de 04 e 05 de agosto] será inexpressivo, esperando-se que o serviço postal se mantenha em operação», referem os Correios de Portugal, numa nota enviada à Lusa.

«Todas as lojas dos CTT (estações de Correios) se manterão abertas em todo o país, o mesmo sucedendo com as lojas de parceiros», adiantam, referindo que para segunda-feira «existe um segundo pré-aviso de greve, mas desta vez limitado aos centros de distribuição (carteiros) e apenas em Lisboa».

A empresa liderada por Francisco de Lacerda acrescenta que todos os carteiros fora de Lisboa vão estar a trabalhar nesse dia, «prevendo-se que em Lisboa a adesão dos carteiros seja insuficiente para interromper a entrega de correio, com um impacto pouco significativo».

Os CTT sublinham que para minimizar eventuais impactos da greve a empresa avançou com o seu plano de contingência, «nomeadamente a antecipação do envio de correspondências para os centros de distribuição postal antes desta segunda-feira e a priorização de todo o correio de natureza urgente e social».

A greve convocada, tal como a parcial que dura desde a semana passada, deve-se à transição do horário contínuo para não-contínuo aplicável a uma parte dos trabalhadores dos centros de produção e logística dos CTT.

De acordo com a empresa, «são abrangidos 900 trabalhadores (até há pouco tempo em horário contínuo), que passam a usufruir de um horário igual ao da quase totalidade dos restantes trabalhadores dos CTT. Antes desta transição, estes 900 trabalhadores estavam efetivamente menos horas ao serviço que os seus colegas, devido à própria natureza do tipo de horário».

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Vítor Narciso, explicou o fim do trabalho contínuo terá impacto nos funcionários do turno da noite, que saem mais tarde e acabam ou por não ter transportes ou chegar muito mais tarde a casa.

Sobre a greve parcial, Vítor Narciso faz um «balanço positivo», adiantando que a adesão «nunca desceu além dos 70%» e houve alturas que chegou aos «75%».

Vítor Narciso espera uma «grande adesão» na greve de segunda e terça-feira nos centros de tratamento de Lisboa, Coimbra e Portugal e no centro de distribuição de Lisboa.

Na segunda-feira, disse o sindicalista, haverá uma concentração de trabalhadores em Cabo Ruivo, que depois seguirá até à sede da empresa para protestar contra o fim do trabalho contínuo.