Os credores da Ambar votaram esta segunda-feira favoravelmente a apresentação de um plano de insolvência com vista à recuperação da empresa, chumbando o relatório dos administradores judiciais que a considerava inviável e defendia a liquidação.

Na assembleia de credores da emblemática empresa de produtos de papelaria do Porto, que decorreu no Tribunal de Comércio de Gaia, os credores representativos de 24,8% dos créditos reclamados (acima dos 20% impostos por lei) aprovaram a apresentação, no prazo de 30 dias, de um plano de insolvência prevendo a retoma da atividade.

A assembleia de credores que votará o plano de recuperação ficou já agendada para 15 de outubro.

Já a proposta dos administradores judiciais Armando Rocha Gonçalves e José da Costa Araújo ¿ que, conforme a agência Lusa noticiou no passado dia 07, defendia a inviabilidade da empresa e propunha a liquidação do seu património «com a maior urgência» - não mereceu o voto favorável de nenhum credor, numa situação que o juiz Sá Couto, que presidiu à assembleia, considerou inédita.

A responsabilidade de apresentação de um plano de insolvência caberá aos atuais dois administradores da Ambar ¿ o diretor de recursos humanos e a diretora financeira ¿ que, face à descrença dos administradores judiciais no futuro da empresa, foram recentemente nomeados pelo tribunal «administradores da devedora, fiscalizados pelos administradores de insolvência».