A CP fechou 2013 com um prejuízo de 226,5 milhões de euros, um agravamento de 1% face ao ano anterior, o que resultou do agravamento dos encargos financeiros, anunciou hoje a empresa pública.

No relatório e contas enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a CP explicou que o aumento do prejuízo em 2,9 milhões de euros foi motivado fundamentalmente pelo agravamento do resultado financeiro, tanto por via do acréscimo da dívida como pelo incremento dos spreads.

Também a antecipação do cancelamento de alguns contratos de derivados (swaps), que levou a uma antecipação dos encargos financeiros associados a esses instrumentos, contribuiu para o resultado do grupo.

Ao longo de 2013, os serviços prestados pela CP caíram 2,8%, o equivalente a 6,7 milhões de euros, decorrente da diminuição dos rendimentos de tráfego, que foi mais acentuada no primeiro trimestre do ano. Segundo a empresa, houve uma recuperação nos últimos quatro meses do ano, mas não foi suficiente para compensar as perdas iniciais.

Ainda assim, a queda na procura foi atenuada pelo efeito da atualização tarifária de 0,9% em todos os serviços face ao ano anterior.

Os gastos com pessoal na transportadora aumentaram 14,5 milhões de euros, o que é justificado «essencialmente pela reposição dos subsídios de férias e de Natal aos trabalhadores da empresa», o que custou 13,2 milhões de euros. Ainda assim, esta rubrica só não subiu mais devido à redução do número de trabalhadores que continuou no último ano.

No final de 2013, a CP tinha 2.766 trabalhadores, menos 128 colaboradores do que em 2012.

Em 2013, a CP investiu 12,6 milhões de euros, dos quais 88% destinados a material circulante e 10% a equipamentos comerciais, tendo sido política da empresa «o mínimo de intervenções indispensáveis para garantir a segurança e operacionalidade do material e das instalações ferroviárias».

Também a CP Carga, empresa que o Governo pretende privatizar, viu os prejuízos agravados em 2013 face ao ano anterior, para 23 milhões de euros (face aos 19,2 milhões de euros em 2012).

Já a EMEF passou ao vermelho em 2013, com um prejuízo de 3,4 milhões de euros, um agravamento de 9,5 milhões de euros face a 2012.

O grupo CP fechou 2013 com um prejuízo de 225,6 milhões de euros, mais 2,1 milhões de euros, do que no ano anterior. A dívida do grupo aumentou em 147 milhões de euros para 3,9 mil milhões de euros no final de 2013.