O secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações disse que a comissão que vai acompanhar a privatização dos CTT está nomeada e adiantou que não haverá alterações no sistema de saúde dos trabalhadores antes da venda de 70% da empresa.

«Não há transferência [do sistema de saúde]», afirmou esta terça-feira Sérgio Monteiro no parlamento, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2014 (OE2014), sobre este tema que tem sido apontado pelos sindicatos.

Em relação aos setores do transporte, Sérgio Monteiro reiterou as declarações anteriores do ministro da Economia, Pires de Lima, ao salientar a decisão de aumento «do desconto sobre os trabalhadores, quer no ativo, quer reformados» nos passes, que vão ter aumentos dos apoios, como também os familiares.

Além disso, o Ministério da Economia decidiu também pela «manutenção do subsídio de refeição», que assim já «não é visto em baixa», disse.

Sobre os complementos de reforma, Sérgio Monteiro lembrou que estes «não correspondem a nenhum tipo de desconto de carreira contributiva», mas antes «trata-se de um pagamento que as empresas fazem».

Dada a situação de «emergência», o governante justificou a suspensão deste complemento.

Questionado sobre a nova cobrança de portagens, Sérgio Monteiro disse que «no dia em que o Governo tiver informação sobre essa matéria terá a iniciativa de enviar para o parlamento».