A Comissão Europeia espera que a Itália apresente o plano para salvar a companhia aérea Alitalia para poder analisar se está de acordo com as normas europeias.

«Esperamos que as autoridades italianas notifiquem a medida que pretendem aplicar à Alitalia para a podermos examinar. Só quando a recebermos podemos analisar a sua compatibilidade com as regras europeias de ajudas do Estado», afirmou o porta-voz comunitário Antoine Colombani, em conferência de imprensa.

O plano tinha sido criticado pelo International Airlines, grupo que reúne a British Airways, a Iberia e a Vueling, e que considera que a ajuda à empresa italiana é «manifestamente ilegal», pedindo uma intervenção da Comissão Europeia, escreve a Lusa.

A empresa de correios italiana, uma entidade semipública, vai injetar pelo menos 75 milhões de euros, num aumento de capital de 300 milhões de euros, destinado a evitar o desaparecimento das linhas aéreas.

Colombani recordou que «o facto de haver uma medida através de uma empresa pública e não diretamente do Estado, não exclui necessariamente que seja ajuda pública».

«O elemento-chave para analisar se se trata de uma ajuda do Estado ou não é saber se a entidade pública atua como um investidor privado normal», disse o porta-voz.

Nesse caso, não haveria nenhum tipo de choque com as regras europeias, o que ocorreria se o Estado atuasse de modo diferente.

No aumento de capital, também participa o grupo franco-holandês Air France-KLM, que possui 25% das ações da companhia e vários bancos.

A Alitalia teve no primeiro semestre do ano perdas de 294 milhões de euros, 46% mais do que no mesmo período de 2012.