A Citroen de Mangualde vai voltar a despedir trabalhadores. Desta vez estão em causa 80 postos de trabalho e os responsáveis da fábrica já iniciaram as conversações com os trabalhadores.
 
Na base destes despedimentos está a necessidade de reduzir custos. Só no último ano, a fábrica de Mangualde apresentou uma quebra na produção de 5,7%.
 
As conversações com os funcionários começaram em dezembro, mas o presidente da Comissão de Trabalhadores diz desconhecer a intenção dos despedimentos.
 
A proposta da empresa é de um mês e uma semana por casa ano de trabalho, mas as negociações estão a «travar» no facto de nem todos os trabalhadores terem direito a subsídio de desemprego.

Em comunicado enviado à Lusa, a empresa refere que, «tendo em vista um posicionamento competitivo no seio do grupo PSA que lhe permita ganhar a atribuição de novos veículos que substituam os atuais modelos quando chegarem ao fim do seu ciclo de vida, tem em desenvolvimento, à semelhança de outras fábricas na Europa, um plano de produtividade e racionalização de custos» que prevê «uma diminuição gradual de efetivos».

«Para esse efeito, lançou um plano de saídas voluntárias que está a decorrer e, por isso, de momento, não estão quantificadas», acrescenta.

No comunicado, a PSA garante estar «a trabalhar ativamente no sentido de aumentar o número de fornecedores nacionais e, também por essa via, diminuir custos e contribuir para a criação de emprego indireto e para aumentar a criação de valor nacional».

«A PSA de Mangualde está instalada em Portugal há 52 anos e tudo fará para continuar a defender a sua longevidade», sublinha.