O ministro da Economia, António Pires de Lima, sublinhou que o plano de investimentos da Cimpor no estuário do Tejo precisa de financiamento dos privados que dele vão beneficiar, nomeadamente a cimenteira, adquirida em 2012 pela brasileira InterCement.

«É importante que a Cimpor participe ativamente neste projeto [da melhoria da navegabilidade do estuário do Tejo, em Alhandra], que a beneficia diretamente. É um projeto que para se concretizar precisa de financiamento precisamente das empresas que vão ser beneficiadas», disse o ministro da Economia, citado pela Lusa.

Pires de Lima encontra-se numa missão de três dias ao Brasil, na qual é acompanhado pelo secretário de Estado adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, e pelo presidente da AICEP, Miguel Frasquilho.

Pires de Lima destacou também que Portugal apresenta «enormes qualificações na Cimpor», que podem ser ainda mais aproveitadas, não só para fazer crescer a cimenteira em Portugal, mas também para que aquela seja um exportador de serviços para todo o grupo, um dos mais importantes do mundo naquela área.

«Vim claramente aqui desafiar os responsáveis brasileiros da InterCement a investir ainda mais em Portugal», afirmou.

Pires de Lima lembrou que o projeto de desassoreamento do estuário do Tejo, ao permitir a utilização do Cais de Alhandra pela Cimpor e outras empresas daquela região, «vai dotar aquela região de capacidade acrescida substancial em termos de exportação».

O projeto está inscrito no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas do Governo português e representa um investimento de 40 milhões de euros, mas necessita ainda de encontrar fontes de financiamento.