A Caixa Geral de Depósitos (CGD) arrecada, no total, mais de 1.600 milhões de euros com a venda da área seguradora à empresa chinesa Fosun, acima dos mil milhões de euros inicialmente noticiados.

No contrato celebrado entre o Estado português (acionista único da CGD) e a Fosun, para a alienação de 80% das seguradoras do banco público (Fidelidade, Multicare e Cares), cuja quota de mercado ronda os 30%, o valor do negócio estava cifrado nos mil milhões de euros.

Porém, a operação foi fechada por 1.364 milhões de euros, devido à valorização do negócio das seguradoras envolvidas desde o momento da assinatura do acordo e a sua concretização e, sobretudo, por causa da reavaliação dos títulos de dívida pública portuguesa que estavam na Caixa Poupança.

A este valor somam-se 209 milhões de euros relativos a dividendos de 2013 das seguradoras que foram recebidos pelo banco liderado por José de Matos.

A restante fatia que permite que o encaixe total ultrapasse os 1.600 milhões de euros virá dos 5% do capital das seguradoras que estão reservados para os trabalhadores do grupo, no âmbito da lei das privatizações.

Em causa estão cerca de 50 milhões de euros que, caso os trabalhadores não exerçam os seus direitos de compra, serão pagos pela Fosun, o novo acionista maioritário das seguradoras da CGD, que assim passaria a deter 85% do capital das mesmas.

Tudo somado, o encaixe rondará uma verba entre os 1.600 milhões de euros e os 1.650 milhões de euros, que só será refletido nos resultados da CGD nos próximos trimestres (a fatia de leão já no segundo trimestre do ano).