Há sindicatos na Carris que vão exigir à empresa 12 euros mensais por cada trabalhador para cortar o cabelo, dado o encerramento das barbearias próprias da transportadora, avança o «Correio da Manhã».

A administração admite ao jornal que essa regalia faz parte do contrato da empresa, mas estranha o pedido na atual situação de crise económica, salientando que as barbearias não são usadas há anos e que a própria Comissão de Trabalhadores sugeriu que se adaptasse o espaço para uma sala de refeições.

De acordo com o jornal, há quatro estações da Carris que têm uma sala disponível com uma cadeira de barbeiro (Santo Amaro, Pontinha, Musgueira e Miraflores), que estão vazias. A proposta dos 12 euros vai ser discutida entre a administração da Carris e os vários sindicatos da empresa, sendo que há os que consideram a questão das barbearias um ponto lateral.

As negociações vão decorrer numa altura em que o Tribunal de Contas revela que a Carris subiu os salários base da administração em 2009/2011 após a lei que eliminou as despesas de representação e remunerações por acumulação de funções.