O tráfego da Brisa Concessão Rodoviária (BCR) deverá crescer 1,5% em 2014, depois de no ano passado ter recuado 2,6%, afirmou à Lusa o administrador financeiro (CFO) da Brisa, João Azevedo Coutinho.

«Estamos a imaginar o tráfego a crescer 1,5% ou mais» este ano, disse João Azevedo Coutinho, salientando que esta previsão de crescimento compara com «anos anteriores de fortes reduções» e defende que a empresa não pode ser «excessivamente otimista».

Em 2013, o tráfego médio diário anual (TMDA) na BCR diminuiu 2,6%, apesar de no quarto trimestre ter registado um crescimento de 2,4%. Em 2012, o tráfego registou um decréscimo de 14%.

No que respeita às receitas de portagem, João Azevedo Coutinho estimou para este ano um crescimento acima de 1,5%. No ano passado, as receitas de portagem totalizaram 427,5 milhões de euros, menos 1,2% do que os 432,9 milhões de euros de 2012.

João Azevedo Coutinho, que falou à Lusa depois de a BCR ter divulgado os resultados de 2013, salientou que a empresa ¿ultrapassou todas as metas que tinha divulgado¿, referindo que as receitas de portagem caíram 1,2%, quando a previsão apontava para um recuo de 5% e que a redução de custos foi de 3%, acima do corte de 2% previsto.

«A empresa beneficiou de uma conjuntura económica um pouco mais favorável, mas também fez o trabalho de casa», afirmou o responsável.

Os lucros da BCR recuaram ligeiramente em 2013, face ao ano anterior, para os 27,5 milhões de euros, uma quebra de 0,7% em relação a 2012.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) ascendeu a 154,5 milhões de euros em 2013, uma subida de 2,2% em relação a 2012. A BCR, que detém a rede principal de autoestradas da Brisa, compreende 11 autoestradas.