A petrolífera BP processou o Governo dos Estados Unidos por a ter banido no ano passado de contratos federais depois do derrame de petróleo no Golfo do México, em 2010, informou a agência AFP.

Na ação interposta num tribunal do Texas, a BP salienta que foi proibida no ano passado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos de participar em negócios com o Governo norte-americano, situação que alega ultrapassar a autoridade deste organismo e tratar-se de abuso de poder.

Segundo a BP, esta decisão da Agência norte-americana teve lugar quando decorriam negociações entre as duas partes para que a petrolífera continuasse a garantir contratos do Governo norte-americano e concessões de exploração de petróleo.

Depois do desastre no Golfo do México e antes da decisão da Agência de Proteção Ambiental, a BP diz que o Governo norte-americano a tinha permitido de continuar a receber tais contratos.

A petrolífera considera que já foi punida pelo derrame no Golfo México e alerta que poderá sofrer ¿danos irreparáveis¿ se o impedimento de aceder a contratos com o Governo norte-americano se mantiver.

A explosão da plataforma Deepwater Horizon, a 20 de abril de 2010, junto à costa do Louisiana, no Golfo do México, nos Estados Unidos, causou 11 mortos e o derrame do equivalente a 4,9 milhões de barris de petróleo durante três meses, causando um forte impacto negativo sobre o ambiente e a economia da região.