A BP vendeu o negócio da distribuição de gás de petróleo liquefeito (GPL) em Portugal à empresa francesa Rubis, devendo o negócio ser concluído durante o primeiro semestre de 2014, anunciou a empresa.

Em comunicado enviado à Lusa, a empresa refere que a venda inclui as instalações de armazenamento da BP em Faro e as instalações de armazenamento e de enchimento de Matosinhos (co-propriedade), bem como a sua participação no terminal Sigas e uma participação de 5% na Companhia Logística de Combustíveis.

O negócio do GPL da BP em Portugal abastece diretamente mais de 4.000 clientes industriais e comerciais, que fornecem mais de 700 mil consumidores.

O negócio tem vendas anuais de cerca de 169 mil toneladas de granel e garrafas de GPL e emprega mais de 60 pessoas em quatro zonas do país.

Segundo a Rubis, o valor do negócio rondará os 115 milhões de euros, mas a compradora beneficia de um «mecanismo de revisão de preço em baixa baseado nos resultados futuros».

A venda local do negócio à Rubis surge no seguimento de um anúncio internacional feito pela BP em fevereiro de 2013, dando conta da intenção de vender o negócio de gás embalado e a granel, bem como de algumas atividades grossistas ligadas ao GPL no Reino Unido, Portugal, Áustria, Polónia, Holanda, Bélgica, Turquia, China e África do Sul.

«Acreditamos que a Rubis será capaz de construir sobre a boa carteira de negócios que temos desenvolvido e de potenciar o crescimento do negócio em alinhamento com os interesses dos nossos clientes e de outros stakeholders», referiu o responsável pelo negócio do GPL da BP Portugal, Carlos Cardoso, em comunicado.

O novo presidente do conselho de administração da BP Portugal, Pedro Oliveira, sublinhou, por seu turno, que «o desinvestimento do negócio de GPL em Portugal, em resultado de uma decisão estratégica global do Grupo BP, não altera o compromisso da empresa nos restantes negócios».

Também em comunicado, a Rubis afirma que esta será a «mais importante posição de mercado na Europa» para a empresa francesa.

Juntamente com outros investimentos em curso e aquisições, o investimento da empresa nos últimos doze meses ascende a 350 milhões de euros, adianta.

As necessidades de capital são cobertas por linhas de crédito confirmadas e capacidade de autofinanciamento e recursos, entre outros meios.

A Rubis refere ainda que, para se dotar de meios financeiros para fazer face a novas oportunidade de expansão, vai lançar, no atual semestre, um aumento de capital.