A principal causa para a dimensão da injeção de capital realizada no Novo Banco foi o apoio de liquidez que o BES concedeu ao BES Angola e que passou para o Novo Banco, escreve o Jornal de Negócios.

Perante a incerteza da recuperação do crédito de 3,3 mil milhões de euros, o Novo Banco fez uma provisão para a totalidade deste empréstimo e teve de abater igual montante do seu capital.

Dos 4.900 milhões de euros de capital que o Fundo de Resolução teve de injetar no Novo Banco, mais de dois terços foram necessários devido à provisão feita para cobrir o risco de não recuperação do apoio de liquidez concedido ao BES Angola.

Os restantes 1600 milhões de que o Novo Banco necessitou resultam, entre outros fatores, da necessidade de registar imparidades para a desvalorização de ativos diversos que, apesar de não serem tóxicos, viram a sua avaliação deteriorada.