A ministra das Finanças garante que a crise no Grupo Espírito Santo não ameaça a estabilidade financeira do país e que o estado não deve interferir.

As autoridades luxemburguesas lançaram uma investigação a três holdings do grupo espírito santo por alegados incumprimentos das leis das sociedades.

O semanário «Expresso» revela que Ricardo Salgado e Morais Pires, sucessor apontado no comando do BES, poderão ter recebido vários milhões do Banco Espírito Santo Angola através de sociedades offshore.

O Grupo Espírito Santo parece ser, por estes dias, uma fonte aparentemente inesgotável de notícias. De acordo com a Reuters, três sociedades do grupo estão a ser investigadas pelas autoridades luxemburguesas. São elas a Espírito Santo Control SA, a Espírito Santo Financial Group e a Espírito Santo International.

Foi precisamente nesta última holding, que controla o grupo espírito santo, que a auditoria feita a pedido do Banco de Portugal detetou «irregularidades».

Maria Luís Albuquerque, que falou do assunto pela primeira vez, não se revelou preocupada com a situação do banco. O discurso é outro quando se trata da área não financeira do grupo

De acordo com o «Expresso», o grupo já apresentou um plano ao Banco de Portugal para evitar a insolvência.

A ideia passa diz o mesmo artigo, pela conversão de dívida em ações, ou seja, negociar com os credores um prolongamento dos prazos de pagamento das dívidas. E a troca de papel comercial da problemática Espírito Santo International por ações da Rioforte, outra empresa na esfera do grupo.

Na mesma edição, o semanário insiste no tema BES e revela que Morais Pires, apontado como o sucessor de Ricardo Salgado na presidência do grupo e do banco terá recebido vários milhões em contas offshore.

Com base nas investigações no âmbito do caso Monte Branco, Morais Pires e Ricardo Salgado aparecem como alegados recetores de largas quantias, através de sociedades sediadas em paraísos fiscais.

Diz o «Expresso» que entre o final de 2009 e julho de 2011, o Banco Espírito Santo Angola fez 12 transferências para duas contas no Crédit Suisse num total de 27 milhões de dólares, em que terão sido beneficiários o presidente demissionário do BES, Ricardo Salgado, e o administrador por ele apontado para a sucessão, Amílcar Morais Pires.