A desconvocação da Assembleia-Geral (AG) Extraordinária do Banco Espírito Santo (BES), na qual seriam ratificadas as cooptações de Vítor Bento, José Honório e João Moreira Rato pelos acionistas, não afeta a legitimidade dos responsáveis para desempenhar os cargos.

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«A desconvocação da Assembleia-Geral Extraordinária não tem qualquer impacto na legitimidade das cooptações, na medida em que, tal como está previsto legalmente, as cooptações devem ser submetidas a ratificação na primeira Assembleia-Geral seguinte», salientou à Lusa fonte oficial do BES.

A Assembleia-Geral Extraordinária do BES, agendada para 31 de julho, foi esta terça-feira desconvocada a pedido dos dois maiores acionistas, o Espírito Santo Financial Group (ESFG) e o Crédit Agricole.

Entre as propostas que estavam em cima da mesa, quer na convocatória de 7 de julho, quer no aditamento à convocatória de 14 de julho, nota para a «ratificação das cooptações» de Vítor Bento, que substituiu o histórico Ricardo Salgado na presidência da Comissão Executiva, de José Honório, na qualidade de vice-presidente da Comissão Executiva (órgão que seria criado na AG, caso os acionistas dessem luz verde à proposta do ESFG e do Crédit Agricole), e de João Moreira Rato, como administrador financeiro (após a saída de Amílcar Mirais Pires).