O Banco de Portugal emprestou 3,5 mil milhões de euros ao Banco Espírito Santo, numa operação de emergência, para evitar o colapso do BES no final do mês de julho.

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A informação consta da ata da reunião da administração do BdP realizada no dia 3 de agosto,e que decidiu a divisão do BES em dois: o Novo Banco e o «banco mau».

Segundo o documento, desde o fim de junho até ao dia 31 de julho o BES viu a sua liquidez encolher em mais de três mil milhões de euros.

O banco central viu-se assim forçado a recorrer a uma cedência de liquidez de emergência. O Novo Banco tem nesta altura os 3,5 mil milhões de euros para devolver ao BdP, além do crédito concedido ao BCE.

Num esclarecimento enviado à TVI, o Banco de Portugal garante que a cedência de liquidez em situação de emergência «só é concedida mediante a prestação de garantias», mas a instituição não esclarece os contornos da operação.

Segundo as regras de procedimento no âmbito da cedência de liquidez em situação de emergência, os bancos centrais podem dar liquidez a instituições financeiras com dificuldades temporárias.

[Atualizada 12/08 às 18H36]