O BCP vai intensificar o corte de custos com pessoal e a racionalização da sua rede nos próximos anos. Até 2017, o banco pretende cortar 1.244 funcionários e fazer «encolher» a sua rede 97 balcões.

As metas estão inscritas na atualização do plano estratégico do banco para até 2017. De acordo com o documento, o objetivo do banco é conseguir uma «redução dos custos operacionais», sendo que, para isso, a rede de retalho doméstica vai ter de sofrer «uma redução adicional superior a 20%», passando de 887 balcões em junho de 2011 para cerca de 700 em 2017.

O plano estratégico inclui ainda um «plano de redução de mais de 20% dos colaboradores», cujo número passará de 10.083 em junho de 2011 para cerca de 7.500 em 2017. A redução de custos com o pessoal será «superior a 30% até 2017» face à média registada entre 2008 e 2011.

Cortes que decorrem do plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia e que obriga o banco a registar custos operacionais inferiores a 700 milhões de euros em 2017, ou seja, um corte de mais 100 milhões face ao que já estava previsto no plano estratégico anterior.

Recorde-se que o BCP teve de negociar o plano de reestruturação com a Direção Geral da Concorrência europeia, que obriga o banco a aplicar algumas medidas na sequência do apoio estatal recebido.