O Moza Banco, detido em 44% pelo BES, não está exposto à crise que abala o Grupo Espírito Santo (GES) e é uma instituição que vive uma situação sólida, informou, em comunicado, a instituição bancária moçambicana.

«O Moza Banco guia-se por um modelo de governação que permite um distanciamento dos acionistas do processo de gestão, o que o torna menos vulnerável a eventuais crises da natureza de que estamos a falar», indica a nota de imprensa a que a Lusa teve hoje acesso.

O comunicado diz que, no primeiro semestre deste ano, o volume de negócios do Moza Banco cresceu mais de 40% e o número de trabalhadores cresceu 14 por cento. Os depósitos e o crédito também conheceram um incremento, em proporção que o comunicado não indica.

«O Moza Banco é maioritariamente detido pela Moçambique Capitais, um grupo que incorpora 400 moçambicanos, profissionais e empresários de diversas origens e sensibilidades. A Moçambique Capitais está sólida e detém o controlo da gestão do Moza Banco. Enfatizamos que as decisões do Moza Banco são tomadas em Moçambique, pelos órgãos sociais da instituição», realça o comunicado.

O Moza Banco frisa que há uma diferença entre o GES e o BES, «que são duas entidades distintas».

«A crise diz respeito à holding Espírito Internacional, através da qual, a família Espírito Santo possui dezenas de empresas que operam no ramo não financeiro, cujos investimentos nos vários países estão voltados para os sectores de turismo, imobiliária, agência de viagens, agricultura, etc.», salienta o Moza Banco.