O Banco de Portugal obrigou os bancos portugueses a reforçarem as imparidades de crédito em 1.100 milhões de euros, depois de ter revisto as imparidades das carteiras de crédito dos oito maiores grupos bancários portugueses.

No final, o regulador conclui que o setor financeiro está sólido.

A revisão das imparidades, com referência a 30 de abril de 2013, «confirmam a resiliência e a solidez dos fundos próprios do sistema bancário português», assegura o regulador em comunicado.

De acordo com a casa governada por Carlos Costa, os bancos revelaram um rácio de capital Core Tier 1 de 11,2% «valor que se mantém claramente acima do mínimo de 10% exigido pelo Banco de Portugal naquela data».

Para o conjunto dos oito grupos bancários e com referência a 30 de abril de 2013, estimou-se ser necessário um reforço de cerca de 1,1 mil milhões de euros nas imparidades registadas para as exposições analisadas, de forma a atingir níveis de provisionamento robustos (cerca de 2,1% do montante global das exposições avaliadas).

Mas, ressalva, «os reforços de imparidade, entretanto constituídos pelos grupos bancários com referência a 30 de junho de 2013, cobriram a totalidade das necessidades de reforço de imparidade identificadas neste exercício».

Os oito grupos bancários abrangidos na análise do BdP, cujos ativos representam mais de 80% do total do sistema bancário nacional, são: BCP, BPI, CGD, ESFG, Caixa Económica Montepio Geral, Santander Totta, Banif e Grupo Crédito Agrícola.