O diretor-geral do Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB) considera não haver «justificação técnica» para prorrogar o programa de assistência à banca espanhola que termina no final do ano.

Antonio Carrascosa, que falava num encontro informativo organizado pelo Nueva Economia Forum em Madrid, considerou terem desaparecido os elementos que justificaram esse programa.

Especificamente, disse, citado pela Lusa, o sistema financeiro espanhol não tem atualmente necessidades de capital e, caso o tivesse, o Tesouro Público poderia responder a essas eventuais necessidades.

Sublinhando que «por questões de imagem» seria bom «fechar essa triste página do sistema financeiro espanhol», Carrascosa afirmou que as condições aceites por Espanha para receber o apoio europeu «estão 98 ou 99% cumpridas».

Falta apenas fazer, disse, a modificação da lei de caixas de aforro, já em trâmite parlamentar.

Em termos conjunturais, Carrascosa disse ser uma boa noticia os sinais positivos em torno à economia e especialmente os relatórios que sugerem compras de dívida espanhola.

«Estamos perante uma incipiente recuperação económica. Não são expectativas. Os ajustes que se fizeram são reais e refletem mudanças estruturais na economia espanhola, que está no foco de atenção dos investidores internacionais», disse.