A rede de autoestradas da Brisa perdeu 25% do tráfego nos últimos cinco anos, mas a empresa diz que há sinais de retoma em 2013.

«A rede Brisa perdeu 25% de tráfego de 2008 até hoje, mais nos últimos dois anos», disse hoje aos jornalistas Franco Caruso, diretor de comunicação da concessionária de autoestradas.

Em declarações à margem de uma visita às obras de construção do nó de Soure, na autoestrada do Norte (A1), Franco Caruso frisou que «neste momento» há sinais de retoma do tráfego, depois da quebra de 25%.

«Mas tem de passar algum tempo para percebermos que espécie de retoma é. Trabalhamos com dados concretos e não somos dados a grandes previsões», frisou.

Questionado pela agência Lusa sobre qual o tipo de tráfego que têm vindo a registar uma quebra, respondeu que se trata de viaturas ligeiras e pesadas que têm optado por se desviar das autoestradas para as estradas nacionais «à procura de uma solução que julgam mais económica».

«Por exemplo, na [Estrada] Nacional 1 [o aumento de tráfego] comporta maiores riscos, mais demora e mais consumo. Provavelmente não compensa sair da autoestrada», advogou Franco Caruso.

Em 2012, o tráfego nas autoestradas da Brisa caiu 14% quando comparado com o período homólogo, o que levou a uma redução de 11% nas receitas de portagem, para os 469 milhões de euros.

Em comunicado enviado, na altura, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Brisa explicou que o tráfego rodoviário registou uma «quebra significativa», tendo o tráfego consolidado decrescido 13,7% face ao valor registado em 2011, atribuindo essa queda nas concessões nacionais à «recessão económica».