O empresário angolano António Mosquito deverá ficar com dois terços do capital da Soares da Costa Construção, através de uma operação de aumento de capital de 70 milhões de euros, que depende ainda de autorizações.

Em comunicado hoje enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Soares da Costa informa que acordou com o empresário a operação de capitalização desta subsidiária, que concentra a atividade principal do grupo, uma proposta que vai ainda ser submetida à apreciação do conselho de administração.

A operação implica um aumento de capital na Soares da Costa Construção, no valor de 70 milhões de euros, a subscrever e realizar integralmente em dinheiro por António Mosquito, que «passará a deter 66,7% do capital da Soares da Costa Construção e a Grupo Soares da Costa os restantes 33,3%», lê-se na nota.

A realização desta operação, que está ainda sujeita às autorizações de entidades e autoridades externas, deverá «preservar a participação acionista do Grupo Soares da Costa na Soares da Costa Construção, assegurar mecanismos de liquidez da participação (...) e maximizar o fluxo de dividendos».

Ainda em maio deste ano, o empresário Manuel Fino tinha garantido que ia manter a sua participação de perto de 70% na construtora Soares da Costa, mesmo depois de abandonar a presidência do grupo, a 30 de maio, altura em que foi substituído por António Gomes Mota.

Sobre a probabilidade de entrada de um parceiro internacional no capital da construtora, Manuel Fino disse, à época, que desconhecia essa situação, sustentando que tal poderá dar-se através da compra de ações da Soares da Costa em bolsa.

A construtora Soares da Costa, que apresenta os resultados do primeiro semestre na quarta-feira após o fecho da bolsa, fechou o ano de 2012 com um prejuízo de 47 milhões de euros, o que compara com um lucro de 2,4 milhões de euros no ano anterior.