Américo Amorim apresentou esta quarta-feira a sua demissão como membro do Conselho de Administração do Banco Popular, decisão fundamentada pela venda da participação significativa que mantinha na entidade.

Em comunicado, o Banco Popular adianta que Amorim explicou ao Conselho de Administração que a sua decisão de deixar o órgão de governo corporativo «se fundamenta na venda da participação significativa que até agora tinha mantido a Topbreach Holding BV no capital do banco».

O banco refere que o empresário explicou que «mantém total sintonia com a gestão do Conselho de Administração de Banco Popular», agradecendo o apoio recebido durante os últimos anos.

Américo Amorim foi membro do Conselho de Administração do Banco Popular desde 27 de maio de 2003.

O empresário reduziu este mês a sua participação no Banco Popular a apenas 0,006%, após operações de venda de 5,58 milhões de ações, concluindo um processo de desinvestimento que arrancou em maio.

Os registos da Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV) espanhola consultados pela Lusa referem que as últimas operações - em setembro - poderão ter representado receitas de mais de 23 milhões de euros, tendo em conta que o preço médio da ação era de 4,2 euros.

No final do ano passado, Américo Amorim detinha mais de 274 milhões de ações, o que equivalia a cerca de 3,265% do capital, segundo os registos oficiais da CNMV consultados pela Lusa.

Depois das operações este ano, as últimas das quais registadas a 12 de setembro, reduziu a sua operação para apenas 104 mil ações.

Américo Amorim era um dos acionistas da referência do Banco Popular, numa participação através da sociedade Topbreach Holding, na qual o empresário português controla 89,86% do capital.

Entrou no capital da entidade espanhola em 2003, quando o banco chegou a um acordo para a compra da sua participação de 75% no Banco Nacional de Crédito Imobiliário por 400 milhões de euros.

Como parte do acordo, Amorim adquiriu 4,5% do capital do Banco Popular, tendo sido nomeado administrador.