É uma marca argentina mas conseguiu o recorde de vendas, a nível mundial, em Portugal. Uma das lojas lisboetas das alpercatas Paez faturou, num só dia,15 mil euros. Carlos Coutinho, um dos representantes da marca, diz que «Portugal tornou-se o país que mais vende, a nível mundial».

A ideia de importar surgiu em 2009, quando dois amigos, no âmbito do programa Erasmus, se aventuraram pela Argentina e conheceram o conceito. Decidiram trazer as alpercatas para Portugal e, apesar do estudo de mercado não ter ditado resultados positivos, os jovens decidiram arriscar. O passo seguinte foi fazerem-se à estrada e ao volante de uma carrinha colorida divulgaram o produto pela costa vicentina e algarvia.

Após quatro anos de existência, a empresa obteve uma receita anual de um milhão de euros e os lucros atingiram os 110 mil euros.

Já em 2014, a Paez em Portugal espera triplicar a receita anual para os 3 milhões de euros. O lucro poderá atingir mais de 200 mil euros.

Em 2013, a Paez vendeu cerca de 70 mil pares. Este ano já ultrapassou o objetivo, ao vender 130 mil pares.

As alpercatas Paez querem afirmar-se como uma tendência do calçado dos portugueses e um par pode custar entre os 25 e os 39 euros. Apesar de ser um calçado sazonal, Carlos Coutinho diz que o objetivo da marca é «fazer com que as alpercatas não sejam uma moda», já que a moda tem características passageiras e uma tendência representa algo que veio para ficar.

A política de venda é só uma: «distribuir 50/50». Uma parte do produto é para revendedores, a outra metade para as lojas oficiais da marca.

Hoje em dia são mais de 100 os pontos de venda da marca Paez, em Portugal, que já tem três lojas oficiais e a loja online. A primeira surgiu em Lisboa em 2010, um ano depois foi a vez do Porto e, em 2013, abriu uma segunda loja em Lisboa.

Os gestores da marca pretendem que esta seja a «mais amada no mundo». O logótipo é composto por dois coelhos que simbolizam a fertilidade e remetem para a origem rural e campestre das alpercatas.

«Nós por cá gostamos muito da simbologia» reitera Carlos Coutinho, que acredita que a «fertilidade» da marca continuará a dar frutos em terras lusas.