A dívida dos municípios à holding estatal Águas de Portugal (AdP) cresceu em 2013 para mais de 559 milhões de euros, cerca de cinco milhões de euros acima do valor registado em 2012, de acordo com um comunicado da empresa.

As contas foram aprovadas na terça-feira, na assembleia-geral de acionistas, e mostram uma tendência positiva no desempenho de indicadores como o resultado líquido, que subiu para 104,7 milhões de euros (93,8 milhões em 2012), mas também algumas fragilidades como o aumento das dívidas de clientes, apesar dos acordos de pagamento com municípios e da execução do PAEL (Programa de Apoio à Economia Local).

Também o défice tarifário registou um valor acumulado superior ao de 2012: 564 milhões de euros face aos 508 milhões do ano anterior. No entanto, o valor do défice tarifário relativo a 2013, no montante de 55,9 milhões de euros, foi inferior ao incremento de 65,2 milhões registado em 2012.

O ano ficou também marcado por uma redução da dívida líquida consolidada em cerca de 100 milhões de euros, atingindo os 2.544 milhões de euros.

Observou-se igualmente uma melhoria do EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações), que se situou em 367,3 milhões de euros (357,2 milhões de euros), em resultado do aumento de 3,1% do volume de negócios para os 816,2 milhões de euros (791,4 milhões de euros).

O investimento na construção de infraestruturas de abastecimento de água, saneamento e tratamento de lixo voltou a cair, fixando-se nos 162,4 milhões de euros, que compara com um valor de 229 milhões de euros em 2012.

O grupo AdP integra um conjunto de sistemas multimunicipais de abastecimento de água, saneamento e tratamento de lixo e encontra-se em fase de reestruturação, devendo as 19 concessionárias de água dar lugar a apenas quatro, enquanto a 'sub-holding' EGF, que integra 11 empresas de valorização de resíduos, deve ser privatizada.