A Valorsul avançou esta quinta-feira que a adesão à greve durante o último dia de paralisação atingiu 31,61%, mas o sindicato recusou entrar «na guerra de números» e preferiu valorizar a paragem operacional na empresa.

Segundo a empresa de tratamento de resíduos, que opera em 19 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e da zona Oeste, a adesão global cifrou-se, neste quarto dia de greve, em 31,61%, mas os valores variam consoante cada instalação.

O valor mais elevado verificou-se na central de valorização energética de São João da Talha, em Loures, com 67,31%, informou a empresa. No aterro sanitário do Cadaval registou-se a taxa de paralisação mais baixa, com apenas 12,17%.

Navalha Garcia, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas, não quis comentar os números de adesão à greve, considerando apenas que a paralisação «foi constante ao longo dos quatro dias» e que teve menor expressão na área administrativa.

«O que é importante é que em termos operacionais se registou uma grande adesão e não entrou nenhuma viatura, apesar do cumprimento dos serviços mínimos», salientou o sindicalista.

No Cadaval, na segunda e terça-feira registou-se uma menor adesão, mas nos dois últimos dias o aumento dos trabalhadores que se associaram à greve levou «à paragem da linha de triagem», referiu.

Para Navalha Garcia, o balanço da greve «é bastante positivo», perante «uma boa resposta dos trabalhadores e a solidariedade dos municípios e das populações» afetadas pela paralisação.

Na origem da greve está a privatização da totalidade da participação na Valorsul da Empresa Geral de Fomento, uma sub-holding do grupo Águas de Portugal para o setor dos resíduos.

A Valorsul serve os municípios de Alenquer, Alcobaça, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.