A construtora francesa Bouygues anunciou este domingo que acordou com o governo francês a venda duma posição de 20% no grupo industrial Alstom, viabilizando assim a venda da unidade energética do grupo à norte-americana General

Electric.

A Bouygues emitiu um comunicado dando conta que o negócio com o governo francês será fechado por uma verba mínima de 35 euros por ação, reduzindo assim a sua participação na Alstom dos atuais 29% para 9%, segundo noticiou a agência Bloomberg.

O entendimento entre a construtora e o Estado francês, representado pelo governo, era essencial para que o meganegócio entre a General Electric (GE) e a Alstom avançasse.

Isto, depois de o conselho de administração do grupo industrial francês Alstom ter aprovado no sábado por unanimidade a oferta de compra da sua unidade de energia apresentada pela gigante norte-americana GE.

Esta decisão surge um dia depois de o governo francês ter revelado que apoiava a proposta de 12,35 mil milhões de euros apresentada pela GE, ainda que surpreendendo o mercado ao anunciar que pretende ficar com uma participação qualificada de 20% na Alstom, de forma a manter o controlo da companhia e preservar os interesses estratégicos franceses na sua jóia industrial.

O plano do governo francês é adquirir dois terços das ações atualmente detidas por outro grupo francês, o Bouygues, algo que será possível graças ao acordo hoje anunciado pela construtora.

O ministro da Economia francês, Arnaud Montebourg, anunciou na sexta-feira que enviou uma carta ao líder da GE, Jeff Immelt, estipulando os termos da aliança, que privilegia a oferta do grupo norte-americano relativamente aos dois outros rivais que pretendiam adquirir a parte dedicada à área energética da Alstom, nomeadamente, a alemã Siemens e a japonesa Mitsubisho Heavy Industries.

O primeiro-ministro francês já tinha saudado a proposta da GE, que inclui a possibilidade de veto governamental no que toca às questões sensíveis ligadas à tecnologia da energia nuclear.