A Portugal Telecom terá de responder na justiça pela aplicação dos 900 milhões de euros em dívida da Rioforte.

Os acionistas minoritários, representados pela Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais (ATM) , dizem que vão avançar com um processo contra toda a comissão executiva da PT, já na próxima semana.

Octávio Viana, presidente da ATM, explicou ao Jornal de Negócios, que «há matéria para um processo na medida em que o dever de lealdade da gestão foi violado».

A ação conta com três autores: um investidor chinês, uma empresa e um membro dos órgãos da ATM. O facto de não ter conseguido entrar em contato com o presidente executivo da PT, Henrique Granadeiro, foi determinante para avançarem com a ação, reitera Octávio Viana.

Para a Associação, a gestão da PT violou o Código das Sociedades Comerciais, no disposto do artigo 64º, que obriga os administradores das sociedades a «deveres de lealdade, no interessa da sociedade, atendendo aos interesses de longo prazo dos sócios e ponderando os interesses de outros sujeitos relevantes para a sustentabilidade da sociedade, tais como os seus trabalhadores, clientes e credores».

O presidente da ATM considera ainda que há falha dos mecanismos de fiscalização da PT. E salienta que «um gestor criterioso nunca na vida faria esse investimento. É inaceitável quer pelo risco como pelo volume da posição».

A ação dos acionistas minoritários será contra toda a comissão executiva, liderada por Henrique Granadeiro e que tem como vogais Luís Pacheco de Melo, Alfredo Baptista, Carlos Duarte, Manuel Rosa da Silva, Pedro Leitão e Shakhaf Wine.