Os acionistas da ZON OPTIMUS vão reunir-se hoje em assembleia geral que deverá eleger Miguel Almeida como presidente executivo, Luís Lopes como vice-presidente e Jorge Brito Pereira como presidente do conselho de administração.

A eleição dos membros dos órgãos sociais da operadora para o triénio de 2013/2015 é um dos pontos da assembleia-geral extraordinária, marcada para as 15:00, no auditório da Fundação Champalimaud, escreve a Lusa.

Os acionistas vão ainda deliberar sobre a alteração de todos os artigos dos estatutos da ZON OPTIMUS, na sequência da fusão entre as duas, do consequente aumento de capital da sociedade e da alteração da estrutura acionista.

A assembleia geral vai ainda eleger o revisor oficial de contas para o novo mandato, cabendo o último ponto da agenda de trabalhos à nomeação da Comissão de Vencimentos, que deverá ser presidida por Ângelo Paupério, presidente executivo da Sonaecom, e terá como vogal Mário Leite da Silva.

Nove meses após o início das conversações para a fusão e mais de um mês depois da luz verde da Autoridade da Concorrência para a concentração das duas empresas, realiza-se a primeira assembleia-geral da nova empresa, marcando uma nova era no setor das telecomunicações em Portugal.

Em final de agosto, fonte oficial da empresária angolana Isabel dos Santos, uma das promotoras da fusão, disse que a «robustez da nova empresa e a visão multimercados dos seus acionistas proporciona a execução de uma estratégia aberta a outras geografias».

A Zon opera em Angola, numa parceria com Isabel dos Santos através da ZAP, e em Moçambique.

«Vamos aprofundar as experiências bem-sucedidas já em curso noutros países, convocando a nova empresa para operar simultaneamente em mercados com características complementares», disse, na altura a mesma fonte.

«Os recursos reunidos com a fusão servirão de alavanca para o reforço da capacidade de investimento da nova empresa, quer em novos produtos com mais inovação e qualidade, quer em novos mercados, potenciando a experiência multinacional acumulada pelos acionistas».

Fonte oficial da empresária angolana considerou que com esta fusão «fica aberto o caminho para a criação de uma empresa mais robusta do que aquelas que lhe dão origem e que reúne condições para competir com mais vigor e qualidade no difícil mercado português».

A nova empresa, resultante da fusão entre a Zon e a Optimus, «vai ter um papel dinamizador do reposicionamento dos atores da indústria de telecomunicações em Portugal, com uma significativa otimização dos recursos a níveis mais elevados de eficiência e rendibilidade, sendo auspiciosa para os consumidores», acrescentou.

Os primeiros contactos informais entre a Zon e a Sonaecom para a fusão remontam há mais de seis anos, mais precisamente desde novembro de 2007.