A Institutional Shareholders Services (ISS) recomenda aos acionistas da PT que aprovem a combinação de negócios com a brasileira Oi, único ponto da assembleia geral (AG) da empresa, convocada para 8 de setembro.

A consultora sublinha que os novos termos do acordo «não parecem injustos para a empresa e os seus acionistas», adianta, acrescentando que «a desvantagem de rejeitar a proposta supera qualquer potencial valorização», segundo o documento a que a Lusa teve acesso.

A assembleia geral de acionistas da PT tem como ponto único na ordem de trabalhos deliberar, «no contexto da prossecução da execução da combinação de negócios com as necessárias adaptações face ao inicialmente anunciado e uma vez verificadas as condições prévias, aceitar prosseguir com a celebração e execução dos acordos necessários com a Oi, incluindo a celebração do contrato de permuta e do contrato de opção de compra».

O objetivo é realizar uma permuta entre a PT e as subsidiárias integralmente detidas pela Oi, PT Portugal e PT International Finance, segundo o qual a PT compra os instrumentos Rioforte, por contrapartida da venda pela operadora portuguesa de 474.348.720 ações ON (ordinárias nominativas) e de 948.697.440 ações PN (preferenciais) da Oi representativas de 16,9% do capital social da operadora brasileira e de 17,1% do capital social votante da mesma.

Os novos termos do acordo surgiram depois da aplicação de quase 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES), empresa que não cumpriu o pagamento à operadora portuguesa no prazo previsto.