Os acionistas da EDP reúnem-se em assembleia geral anual a 12 de maio, em Lisboa, para deliberar sobre os resultados de 2013 e votar a distribuição de um dividendo por ação de 0,185 euros.

Segundo divulgou hoje a empresa num comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), da ordem do dia da reunião magna de acionistas fazem parte cinco outros pontos que incluem a apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade, autorização para que o conselho de administração da EDP adquira e aliene ações e obrigações próprias e a deliberação sobre a política de remunerações dos administradores e dos órgãos sociais.

Relativamente à apreciação geral da administração, os acionistas serão chamados a votar o parecer do Conselho Geral e de Supervisão que qualifica como «excelente a atividade global desenvolvida pelo CAE (Conselho de Administração Executivo) durante o exercício de 2013» e propõe um «voto de confiança e louvor» ao CAE e ao seu presidente, António Mexia.

A votação vai ainda uma proposta da Comissão de Vencimentos do Conselho Geral e de Supervisão (CVEN) no sentido de manter os termos da política de remuneração dos membros do CAE aprovadas em maio de 2013 para o triénio 2012-2014, «com exceção do indicador Performance do Free Cash-Flow, a ser substituído pelo indicador Perfomance do Operating Cash-Flow ex-regulatory receivables».

A CVEN justifica esta alteração com o facto de «considerar ser mais adequado para avaliar o desempenho da gestão no contexto atual».

A EDP fechou o ano passado com lucros atribuíveis aos acionistas de 1.005 milhões de euros, menos 0,7% do que em 2012, tendo o resultado líquido do período subido 1%, para 1.194 milhões de euros.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fixou-se em 3.617 milhões de euros em 2013, menos 0,3% em termos homólogos, com a empresa a referir que este foi «afetado por diversas alterações regulatórias adversas nas atividades tradicionais ibéricas (menos 200 milhões de euros, essencialmente em Espanha), pelo fim das licenças de CO2 gratuitas (menos 56 milhões de euros) e pelo descomissionamento da central a fuelóleo de Setúbal (menos 98 milhões de euros)» e suportado pelas subsidiárias internacionais.