Os controladores de Tráfego Aéreo vão fazer uma greve parcial na quarta-feira e os restantes trabalhadores da NAV Portugal paralisam durante duas horas no dia seguinte, no âmbito de uma ação de luta internacional.

De acordo com uma nota de imprensa, o Sindicato dos Controladores de Tráfego Aéreo (SINCTA) marcou uma paralisação parcial para dia 29, que decorrerá em dois períodos de duas horas: entre as 07:00 e as 09:00 e entre as 14:00 e as 16:00.

Os sindicatos representativos dos restantes trabalhadores da NAV Portugal - Informação e Comunicações Aeronáuticas, Engenharia, Sistemas e Manutenção e restantes funções de apoio operacional e administrativo - decidiram convocar uma greve de duas horas no dia 30, para decorrer entre as 13:00 e as 15:00.

A Federação Europeia dos Sindicatos de Controladores de Tráfego Aéreo (ATCEUC) e a Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes (ETF) convocaram para quarta e quinta-feira jornadas de luta que, segundo o comunicado sindical, «terão um significativo impacte nas normais operações do tráfego aéreo europeu».

Na origem do protesto está «a quebra de compromissos assumidos em outubro pela Comissão Europeia quanto à possibilidade de integrar nas suas mais recentes propostas as posições das organizações sindicais».

«Contra todas as opiniões das partes envolvidas - empresas prestadoras de navegação aérea, Estados-membros e sindicatos - a Comissão Europeia insiste em apresentar soluções quanto ao chamado SES2+ (Céu Único Europeu 2+) e aos objetivos de desempenho 2015-2019 que conduzirão à desagregação das empresas, a uma inexorável degradação das condições de segurança e qualidade do serviço prestado», diz o comunicado dos representantes dos trabalhadores.

Os sindicatos envolvidos nas greves da próxima semana consideram que, em Portugal, «tais intenções, conjugadas com a ideia de serviços centralizados, não só fazem antever uma potencial deslocalização de atividade e centros de decisão para fora do país, com consequente perda de centenas de postos de trabalho, como representam efetivamente uma redução da autonomia do país na gestão do seu espaço aéreo».

As estruturas sindicais preveem que, em resposta ao apelo da ATCEUC e da ETF, milhares de trabalhadores europeus do setor da aviação civil irão participar em iniciativas de protesto nos dias 29 e 30 de janeiro.

Além de Portugal, já estão confirmadas greves parciais em França, Alemanha, Áustria, Itália, Eslováquia, Hungria e Chipre.

Estão previstas ainda outras ações em mais de uma dezena de outros países, que deverão ter efeitos na normalidade das operações.