Uma eventual nacionalização do Novo Banco terá de ser negociada com a Direção-geral de Concorrência da União Europeia, uma vez que existe o compromisso de vender o banco e não de o passar para a esfera pública.

A TVI apurou que o processo terá de ser conduzido pelo Governo e que implica rever a carta de compromisso que foi assinada com Bruxelas. Esse documento prevê a venda do Novo Banco até ao verão de 2017.

O Banco de Portugal tem em curso o processo de venda do Novo Banco, que espera concluir nos próximos meses, com duas vias possíveis para o futuro da instituição: a venda a um investidor institucional ou uma colocação em bolsa e venda de participações significativas a acionistas de referência.

O Banco cenbtral tem interesse em concluir o processo o mais cedo possível, para que um novo acionista possa assegurar a conclusão do processo de reestruturação do banco e o retorno à rentabilidade.

E que, se o banco não for vendido no verão de 2016 vai necessitar de medidas adicionais de reestruturação. O próprio governador Carlos Costa já admitiu no Parlamento que "se o Novo Banco se mantiver como banco de transição em 30 de junho de 2017, os compromissos a observar nesta matéria determinam uma redução adicional" de trabalhadores. No entanto, a existir, afetará menos de 100 trabalhadores, segundo afirmou na Comissão de Trabalho e Segurança Social sobre questões laborais no Novo Banco.

Quanto custaram as resoluções do BES e do Banif?

relatório de atividade e contas de 2015 do Banco de Portugal indica que, nos últimos dois anos, os processos de resolução do BES e do Banif custaram à instituição 9 milhões de euros.

Em 2014, o custo inicial da resolução do BES foi de 1,6 milhões de euros e em 2015 as resoluções do BES e do Banif custaram ao banco central 7,5 milhões de euros.