Os festivais de música estão na moda, para os jovens e para toda a família, mas quando há imprevistos, como uma mudança do cabeça de cartaz, nem sempre sabemos o que fazer.

A Deco tem recebido vários pedidos de esclarecimento e Isabel Albuquerque, jurista da Associação, esteve no espaço da Economia 24 do "Diário da Manhã" da TVI.

O que devemos fazer quando o cabaça de cartaz mudou, por exemplo?

Antes de mais temos que reclamar. Pode mudar o cabeça de cartaz, a data, a hora e até o local do espetáculo.

A entidade promotora tem a obrigação de devolver o dinheiro ou pode passar por outro tipo de proposta? Por exemplo, no casos dos festivais de verão que, geralmente, são três dias, podem, ao invés do dinheiro, propor à pessoa que vá em outro dia?

Sim. Pode acontecer, desde que a pessoa aceite. A entidade pode sempre tentar contornar e não devolver o dinheiro.

De resto, já houve casos bastante mediáticos, sobre o que estamos aqui a falar?

Em 2016, o vocalista do AC/DC não podia estar presente, mas a banda sim e os consumidores só foram avisados dois dias antes. Havia muita gente a não querer ver o concerto, Os consumidores começaram por reclamar junto das entidades responsáveis, que estavam a dificultar a devolução do dinheiro, mas, em vários casos, a ajuda da Deco resolveu o problema e a maioria dos consumidores recebeu o que pagou pelo bilhete.

A Deco recebe pedidos de esclarecimento, sobretudo no que toca à compra de bilhetes online?

Sim. Temos que ter sempre em atenção a identidade do promotor do evento e o site em que estamos a comprar os bilhetes.

Ainda há muitos sites que podem ter bilhetes falsos à venda. É de isso que estamos a falar?

Há.

Como é que percebemos que estamos perante esse tipo de sites?

Podemos, por exemplo, verificar no endereço eletrónico que, geralmente, à esquerda, no topo do ecran: deve ter https e muitas vezes, nestes casos falsos, surge só http – um sinal claro que o site não é fiável.

E para onde se deve reclamar?

Primeiro para a entidade promotora e depois pode fazê-lo junto da Deco.

A Deco pode mediar estas reclamações?

Sim. Mas também existe a IGAC – Inspeção- geral de Atividades Culturais – para o efeito.

Tem que ser sócio da Deco para poder dispor deste serviço?

Não. Mediamos sócios e não sócio. No segundo caso, o valor a pagar é de 10 euros.

Este processo aplica-se a todo o tipo de espetáculos?

Sim. Até ao cinema ou teatro. Desde que haja uma alteração das circunstâncias, como as que falámos há pouco, pode e deve reclamar.